16.9.06

{Am}

A serpentina sempre foi uma palavra engraçada, especialmente se continha qualquer espécie de líquido dourado. Músicas em cordas de violão faziam as noites mais agradáveis. Azul índigo sempre foi a expressão mais misteriosa. Renato sentiu as gotas que iam de encontro aos seus ombros pontudos e foi quando a criança muda caiu em seus braços, que já formavam um tipo de colo, e se mexeu apenas um pouco até que suas costas deixassem de ser tão frias. Lembrou-se de filatelia e selos e gentes que procuravam de qualquer maneira olhos de boi estampados em pedaços de papel grudento. O violão continuava perseguindo suas noites engraçadas. Malditos estudantes de humanas. Paredes muito vermelhas contrastando com a pele branca de Beatrice. Viajaria alguns trinta e oito círculos infernais se fosse preciso para trazer a moça e alguns acordes adormecidos. Ainda assim, o exemplo nunca é necessário. Oras bolas, de quê mesmo é que falamos ?

7 comentários:

Anônimo disse...

Não li, vou ler. Mas confio em você. Está ótimo.

Anônimo disse...

across the universe! era isto? Belo blog, sou de Belo Horizonte, este cantim aqui é bacana dimais, beijos! parabens! Fred Zaidan - fredzaidan@yahoo.com.br

Anônimo disse...

Primeiro a comentar será? :)

Gostei do jeito que escreve, muito descritivo, tanto em cenas quanto em sentimentos. Legal a humanidade dos personagens, sempre insatisfeitos, intrigantes...

Abraços

Anônimo disse...

escreve mais, é bonito.

Anônimo disse...

escreve mais, é bonito.

Anônimo disse...

ops, repeti porque não vi que precisava de aprovação prévia... Desculpe a repetição do bonito, bonito. Mas é.

Anônimo disse...

não sei... mas ninguém precisa saber também...