16.9.06

{Am}

A serpentina sempre foi uma palavra engraçada, especialmente se continha qualquer espécie de líquido dourado. Músicas em cordas de violão faziam as noites mais agradáveis. Azul índigo sempre foi a expressão mais misteriosa. Renato sentiu as gotas que iam de encontro aos seus ombros pontudos e foi quando a criança muda caiu em seus braços, que já formavam um tipo de colo, e se mexeu apenas um pouco até que suas costas deixassem de ser tão frias. Lembrou-se de filatelia e selos e gentes que procuravam de qualquer maneira olhos de boi estampados em pedaços de papel grudento. O violão continuava perseguindo suas noites engraçadas. Malditos estudantes de humanas. Paredes muito vermelhas contrastando com a pele branca de Beatrice. Viajaria alguns trinta e oito círculos infernais se fosse preciso para trazer a moça e alguns acordes adormecidos. Ainda assim, o exemplo nunca é necessário. Oras bolas, de quê mesmo é que falamos ?